Comediante gordo apanha de espectador gordo ao fazer piada de gordo

Por Renata Poskus Vaz

Desculpem-me as redundâncias no título, mas a graça deve-se a esse texto abaixo extraído do UOL, que embora trate de um episódio trágico, parece mais uma piada. Afinal, é inacreditável saber o nível de estupidez de algumas pessoas. Mas antes de tecer meus comentários, leiam:

Espectador sobe no palco e agride o comediante Ben Ludmer em SP

“Sou judeu, gordo, nordestino, mágico e estou em dúvida quanto à minha orientação sexual”, avisa Ben Ludmer logo no início de seu show de humor. “E aí resolvi parar de tomar sol para não virar banquete de skinhead”, prossegue, rindo de si mesmo.

Na madrugada deste sábado (2), Ludmer fazia seu show no Teatro Folha, em São Paulo, quando decidiu fazer piadas sobre as dificuldades que enfrentam os gordos, como ele. Dirigindo-se a um espectador obeso na primeira fila, perguntou: “Você já andou de avião?”. A resposta foi dura: “Já, com a sua mãe”.

Ludmer intuiu que o clima estava estranho, mas prosseguiu na sua linha de humor, rindo de si próprio e de sua mãe: “Imagina. Vaca não voa”. O espectador saiu da poltrona, montou no palco e deu um soco em Ludmer. O público imaginou que a cena fazia parte do show.

O comediante caiu atrás da cortina e o agressor continuou golpeando-o. Um assistente do palco percebeu o que ocorria e acendeu a luz da coxia. O espectador foi contido. Seguranças foram chamados e o detiveram até a chegada da polícia.

“Na delegacia, outra piada: o sistema estava fora do ar”, conta Ludmer. Segundo ele, o agressor alegou em sua defesa que Ludmer fez piadas contra nordestinos, judeus e negros, o que o teria ofendido.

“Mesmo se tivesse feito, o que não fiz, a agressão não se justifica”, diz o comediante. “Quem assiste show de humor na primeira fila sabe que vai participar de alguma maneira. Por isso, acho que o cara foi com a intenção de fazer algo”, diz.

Abalado, Ludmer conta que o show que apresentou no dia seguinte, na madrugada de domingo, foi “estranho”, sem graça. Pretende não fazer o seu número no próximo fim-de-semana, mas não vai parar. “Não posso parar. A função do comediante, literalmente, é dar a cara a tapa”.

E já está fazendo piada sobre o ocorrido. “Não fiquei nem um pouco constrangido de ter apanhando em cena. Constrangedor foi no dia seguinte quando entalei no aparelho da tomografia”.

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Bom, o que eu Renata tenho a dizer já está ressaltado na matéria. Uma pessoa que sai de casa e senta na primeira fila de um show de stand up comedy sabe bem que poderá ser alvo de brincadeiras. E vocês, o que acham?

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